segunda-feira, 17 de março de 2008

Vem aí "Rapadura", o novo disco da Madonna. Doooce!


Essa "vibe" Timbaland, Jay-Z e todos os rappers que invadiram o mercado musical americano parece não acabar tão cedo. Eles são o É o Tchan! da América, contaminando nossos ouvidos. Alguma coisa contra rap? Jamais! Sou contra nada. Mas esses modismos exagerados do tipo lambada, que faz com que todos os artistas de um país gravem nem que seja uma canção sequer do "ritmo do momento", ah, isso cansa.

Por falar em lambada, naquela época, que curti à beça por sinal (tinha apenas 9 anos), houve uma aderência de vários "artistas da terra". Elba Ramalho, Fafá de Belém e Chiclete com Banana gravaram seus hinos; Eliane, nossa "rainha do forró" se tornou a "rainha da lambada", pelo menos nos lados de cá. Kaoma chegou arrasando, se foi junto com o movimento, e Márcia Ferreira apareceu só pra brigar com o Kaoma, ganhou, mas se foi junto com ele. Nem Caetano Veloso resistiu: gravou "Meia-lua inteira" (aquela do "capoeira la rá rá"), lançando assim Carlinhos Brown, que não era exatamente uma lambada, mas seguia a tendência, e jogava nas rádios o vírus do modismo seguinte: o axé music! Mas, glorifiquemos o rei absoluto do ritmo (ao menos no Brasil, pois o, já citado, Kaoma reinou absoluto nas paradas internacionais com o "new brazilian rhythm"). Ele que era um pseudo-forrozeiro no Ceará, viu sua "Adocica" entrar em trilha de novela da Globo, e explodir logo em seguida junto da "Rainha da Sucata": Beto Barbosa! Não tem pra ninguém, ele era o É o Tchan! da época...

Falando em Tchan, lembrei como comecei essa conversa. Os rappers. Pois é, verificando meio de longe, percebi que os primeiros focos do vírus foram detectados em discos da Mariah Carey da segunda metade dos anos 90. De lá pra cá a coisa só fez proliferar e dar origem a novos vírus. Quem andou na contramão disso se deu muito bem, no mercado exterior (da América). Aí você pergunta: mas quem precisa da América? Por favor, um professor de sociologia nos explique, pois não dá pra entender essa preocupação que eles tem em agradar o público americano.

Sim, estou falando da Madonna, que na época que a Mariah subia nos "charts" com participações dos amigos, ela sozinha levava pra casa o maior número de Grammys já ganho, por um disco que ia na contramão da tendência ("Ray of light", que está completando dez anos!). E um dia desses arrasava as paradas internacionais com seu "Confessions on a dance floor", um disco ousado em plena época de ouro das "participações de rappers para vender discos", o mais bem sucedido álbum dela nos anos 2000. Isso, para nós, mortais equatorianos felizes, pois para o seletíssimo público americano sem diversidade que só ouve rap (e prefere chamar "samba" de "brazilian rhythm"), o "Confessions" não foi lá essas coisas todas.

Agora, a musa absoluta resolveu aderir ao "disco com participações rap", numa "vibe" contradição (de novo), com muito "yos". "Hard candy", o álbum, tá vindo por aí. Agitou as massas no fim do ano passado quando duas faixas "vazaram", e não empolgou agora com o lançamento do primeiro single (aqui "música de trabalho") oficial. Madonna aderindo ao rap está sendo para mim tão temeroso quanto quando Maria Bethânia gravou "É o amor", e fez pensar que seu novo disco seria uma ode ao sertanejo (oxalá, não foi!). Medo. Como se não bastasse, ela libera esta semana a capa de seu novo disco. Ela tá linda, mas esta arte estranha, estes pirulito, esta fonte de saquinho de jujuba, nã! Baixei o cabôco, "proposta uó"!

Paciência. Vamos esperar pra ver, ou melhor, pra ouvir. Quem sabe tudo fará mais sentido quando o disquinho estiver na minha mão, pois claro que vou comprar, é Madonna!

3 comentários:

Smootximoo disse...

só nao concordo com a hora q vc falou das duas faixas q vazaram ano passado.. pq ela nao agitaram nada.. eram podres, tao podres q ela mudou o cd todo p conta delas.. GRAÇAS A DEUS..
no mais... adorei a reZenhaH

Flávio Lopez disse...

cansa mesmo, fabíssimo...se ainda fosse algo diferente, mas, achei mais um hip-hop no meio da multidão.
=***

mauro disse...

eis que páira a duvida no ar: havera vida apos o lolipop...???